Podemos dizer que esta palavra dada a ouvir por bocas humanas é ao mesmo tempo, acolhida como palavra de Deus. De facto, está aí todo o interesse da síntese feita por Paulo “ Vos a acolhestes não como palavra de homens, mas como ela é verdadeiramente, Palavra de Deus…”.
Para Paulo, se o Evangelho é a palavra de Deus, é por causa dos seus efeitos. Por isso, Deus fala através do que diz o Apostolo quando os efeitos desta palavra não são proporcionados aos efeitos do discurso de um homem. É a fé dos Tessalonicenses, e não só a sua fé inicial, mas sua perseverança e a transformação da sua vida na caridade. A proclamação do Evangelho não foi simplesmente um acontecimento da palavra humana, mas um acontecimento com o poder e com muito êxito pela acção do Espírito.
terça-feira, abril 8
Sou de Tarso, cidade que não deixa de ter importância
Podemos dizer que Tarso era uma cidade de comércio livre, exportava madeiras preciosas do Taurus e peles de ovelha para tendas e tecidos, duros e resistentes às chuvas e que, mais tarde os eremitas hão-de vestir para mortificar o corpo e, como provinham da Cilícia, deram o nome aos cilícios usados pelos monges nas penitências. A cidade era atravessada pelo rio Cidno que a ligava ao mar e era navegável.
Nas suas margens erguiam-se armazéns para o comércio. Barcos e comerciantes vindos de Éfeso, Alexandria, Corinto, Ostia e Espanha invadiam a cidade que se tornara cosmopolita. Nas cidades de cultura helénica, não havia diferença entre os cidadãos gregos, judeus ou romanos.
Podemos concluir que o jovem Paulo conheceu bem a sua cidade e costumes, nas suas cartas encontramos imagens tiradas do comércio marítimo e aos Colossenses escreve: para Deus «não há grego ou judeu, bárbaro ou cita, servo ou livre, mas Cristo que é tudo em todos» (Col. 3, 11).
Nas suas margens erguiam-se armazéns para o comércio. Barcos e comerciantes vindos de Éfeso, Alexandria, Corinto, Ostia e Espanha invadiam a cidade que se tornara cosmopolita. Nas cidades de cultura helénica, não havia diferença entre os cidadãos gregos, judeus ou romanos.
Podemos concluir que o jovem Paulo conheceu bem a sua cidade e costumes, nas suas cartas encontramos imagens tiradas do comércio marítimo e aos Colossenses escreve: para Deus «não há grego ou judeu, bárbaro ou cita, servo ou livre, mas Cristo que é tudo em todos» (Col. 3, 11).
Estou pregado com Cristo na Cruz
“Estou pregado com Cristo na Cruz”
Todos os textos e tradições que se referem a este homem fogoso, ousado, enamorado de Cristo e do seu corpo que é a Igreja, desenham o retrato e o estilo do que deve ser um missionário cristão, o pensador e o santo, para todos os tempos, pois Deus quis que o convertido da estrada de Damasco marcasse para sempre a fé da Igreja e a forma de a apresentar.
De facto, todo o entusiasmo e dinamismo que a tradição apresenta de Paulo, homem de pequena estatura, calvo, de olhos de fogo, devorador de quilómetros de estrada, forte de corpo e espírito, todo o seu ser e viver provêem de uma fonte única que o apóstolo repete incessantemente – Jesus de Nazaré, o Messias e Salvador.Podemos concluir que o Jesus dos evangelhos, apesar de tantos personagens e cenas escritas, não têm outra finalidade senão apresentar o Senhor a quem devemos seguir, amar e anunciar; nos escritos paulinos, pouco ou nada se diz dos evangelhos, mas o centro é o mesmo, a realidade é só uma, Jesus Cristo. Nenhum escritor sacro tem expressões tão radicais como Paulo: «estou pregado com Cristo na cruz; vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal. 2, 20).
Todos os textos e tradições que se referem a este homem fogoso, ousado, enamorado de Cristo e do seu corpo que é a Igreja, desenham o retrato e o estilo do que deve ser um missionário cristão, o pensador e o santo, para todos os tempos, pois Deus quis que o convertido da estrada de Damasco marcasse para sempre a fé da Igreja e a forma de a apresentar.
De facto, todo o entusiasmo e dinamismo que a tradição apresenta de Paulo, homem de pequena estatura, calvo, de olhos de fogo, devorador de quilómetros de estrada, forte de corpo e espírito, todo o seu ser e viver provêem de uma fonte única que o apóstolo repete incessantemente – Jesus de Nazaré, o Messias e Salvador.Podemos concluir que o Jesus dos evangelhos, apesar de tantos personagens e cenas escritas, não têm outra finalidade senão apresentar o Senhor a quem devemos seguir, amar e anunciar; nos escritos paulinos, pouco ou nada se diz dos evangelhos, mas o centro é o mesmo, a realidade é só uma, Jesus Cristo. Nenhum escritor sacro tem expressões tão radicais como Paulo: «estou pregado com Cristo na cruz; vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal. 2, 20).
segunda-feira, abril 7
A Minha Comunidade
A minha comunidade é a comunidade de TESSALÓNICA. Uma das razões por optar esta comunidade é que a carta aos Tessalonicenses é uma carta que pertence ao grupo das cartas “Proto-Paulinas”. A evangelização de Tessalónica é a segunda etapa, depois de Filipos, do percurso de Paulo no continente europeu e da sua segunda viagem missionária (Act 16, 9; 17,1-9). Tessalónica foi fundada em 315 a.C. por Cassandro, general de Alexandre Magno, que lhe tinha dado o nome de sua mulher, Tessalonike. Segundo o poeta Antípatro, a sua cidade é “ a mãe de toda a Macedónia”. Em 146 a.C. foi elevada a capital da província romana da Macedónia. Tessalónica foi a capital de um dos quatro distritos romanos da Macedónia. A cidade era Localizada no fundo do Golfo Térmico ou de Salónica. O seu porto era um dos maiores portos comerciais do Mar Egeu. O porto de Tessalónica era uma das principais passagens para a Macedónia. Além disso era uma importante cidade de negócios. Esta cidade também era bem servida por estradas romanas, por onde as mercadorias podiam ser trazidas das cidades do interior. Podemos dizer que Tessalónica era um ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente e uma cidade cosmopolita, com uma multiplicidade de cultos, entre os quais o da Sinagoga Judaica.
Daivadas V Thomas
Daivadas V Thomas
sexta-feira, abril 4
O PRIMEIRO ESCRITO DO N.T.
Num determinado momento concreto da sua actividade missionária Paulo decide tomar a “pluma”, forçado pelas circunstâncias. Esta carta escrita desde Corinto, pouco depois da precipitada saída de Tessalónica e da passagem fugaz por Bereia e Atenas por volta do ano 50.
Paulo queria ter voltado a Tessalónica, mas pela impossibilidade de se deslocar pessoalmente a esta cidade- “Por isso, tínhamos decidido ir ter convosco - eu, Paulo, mais que uma vez - mas Satanás no-lo impediu” - (1 Tes 2, 18), pensa que o melhor para saber noticias da comunidade é enviar Timóteo para saber noticias da comunidade e animar a comunidade de Tessalónica “Por isso, não podendo resistir mais, aceitámos que nos deixassem sós em Atenas, e enviámos Timóteo, nosso irmão e colaborador de Deus no Evangelho de Cristo, para vos confirmar e encorajar na vossa fé, para que ninguém se desencaminhe no meio destas tribulações” (1 Tes 3,1.3).
Paulo queria ter voltado a Tessalónica, mas pela impossibilidade de se deslocar pessoalmente a esta cidade- “Por isso, tínhamos decidido ir ter convosco - eu, Paulo, mais que uma vez - mas Satanás no-lo impediu” - (1 Tes 2, 18), pensa que o melhor para saber noticias da comunidade é enviar Timóteo para saber noticias da comunidade e animar a comunidade de Tessalónica “Por isso, não podendo resistir mais, aceitámos que nos deixassem sós em Atenas, e enviámos Timóteo, nosso irmão e colaborador de Deus no Evangelho de Cristo, para vos confirmar e encorajar na vossa fé, para que ninguém se desencaminhe no meio destas tribulações” (1 Tes 3,1.3).
Com a intencionalidade de dar ânimo à comunidade, e dar graças pela forma como a comunidade está caminhando, “Que acção de graças poderemos nós dar a Deus por toda a alegria que gozamos, devido a vós, diante do nosso Deus?” (1 Tes 3,9), surge esta carta, que é provavelmente o primeiro escrito do Novo Testamento: a 1ª carta aos Tessalonicenses.
A carta está toda ela impregnada de recordações agradáveis e com uma entoação de saudade.
Em 1 Tes 2,17-3,10 encontramos uma grande vivacidade na linguagem. Este texto mostra uma magnífica dinâmica emocional e de comunicação que surgiu nas primeiras comunidades paulinas.
Esta carta tem um carácter de primícia que marca como um escrito “especial” dentro das cartas de Paulo: uma frescura na sua linguagem, convertendo esta carta numa carta próxima, atraente e por vezes até íntima:
- conhecendo bem, irmãos amados de Deus (1,4)
- fomos, antes, afectuosos no meio de vós, como uma mãe que acalenta os seus filhos quando os alimenta (2,7)
- tanta afeição sentíamos por vós, que desejávamos ardentemente partilhar convosco não só o Evangelho de Deus mas a própria vida, tão queridos nos éreis (2,8)
- tal como um pai trata cada um dos seus filhos, também a cada um de vós exortámos, encorajámos e advertimos a caminhar de maneira digna de Deus (2,11-12)
- nós, irmãos, órfãos de vós por breve tempo, longe da vista mas perto de coração, redobrámos esforços para rever o vosso rosto, porque tínhamos um ardente desejo (2,17)
- desejando-nos ver tal como nós a vós (3,6)
- encontrámos reconforto em vós (3,7)
quinta-feira, abril 3
Comunidade dos Romanos
Análise da carta aos Romanos 1, 1-7
A carta começa antes de tudo com uma saudação, também é de acentuar que nesta carta tem a indicação do remetente que é Paulo. Paulo nomeia-se como sujeito (eu). No versículo 1 temos a praescriptum. Paulo apresenta-se como servo de Cristo e apóstolo por causa do evangelho; no v. 2 vemos que este evangelho tem uma anterioridade que se encontra nos profetas, por isso deve ser anunciado. “Assim, foi pela salvação de Deus em Cristo, presente no evangelho que Paulo foi chamado ao apostolado”. No versículo 3-4 temos o exordium. Aqui Paulo fala da urgência da boa notícia e esta tem que ver com o Filho de Deus segundo a carne… Este Jesus é também Senhor. “Nascido da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus segundo o Espírito”. Era provavelmente, uma confissão de fé anterior a Paulo em que se reconhece Jesus como Messias (Filho de David). 1 Sm 2, 1-10; 2Sm 7,1. etc.
No versículo 5 temos a narratio/propositio. Aqui Paulo explica o porque de ser apostolo; a boa noticia é Cristo, então é preciso que seja anunciado. No versículo 6 temos a probatio. Neste versículo Paulo não só explica o porque, mas também faz um apelo. Ele usa uma linguagem inclusiva. “De cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo”. Em Paulo há um convite e anúncio… Paulo quer que os gentios saibam que a salvação também é para eles. No versículo 7 temos a peroratio. Neste capítulo Paulo faz um elogio e um convite indirecto; porque, primeiro Paulo diz “A todos os amados de Deus que estais em Roma”. Paulo quer que cada um tenha a consciência de que é amado por Deus. Paulo concretiza o seu convite e o anúncio dizendo que sois “chamados para serdes santos”… e que Deus é nosso Pai e Jesus é nosso Senhor. Paulo deixa uma abertura interior, esta abertura fará com que a boa nova entre no interior de cada pessoa.
A carta começa antes de tudo com uma saudação, também é de acentuar que nesta carta tem a indicação do remetente que é Paulo. Paulo nomeia-se como sujeito (eu). No versículo 1 temos a praescriptum. Paulo apresenta-se como servo de Cristo e apóstolo por causa do evangelho; no v. 2 vemos que este evangelho tem uma anterioridade que se encontra nos profetas, por isso deve ser anunciado. “Assim, foi pela salvação de Deus em Cristo, presente no evangelho que Paulo foi chamado ao apostolado”. No versículo 3-4 temos o exordium. Aqui Paulo fala da urgência da boa notícia e esta tem que ver com o Filho de Deus segundo a carne… Este Jesus é também Senhor. “Nascido da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus segundo o Espírito”. Era provavelmente, uma confissão de fé anterior a Paulo em que se reconhece Jesus como Messias (Filho de David). 1 Sm 2, 1-10; 2Sm 7,1. etc.
No versículo 5 temos a narratio/propositio. Aqui Paulo explica o porque de ser apostolo; a boa noticia é Cristo, então é preciso que seja anunciado. No versículo 6 temos a probatio. Neste versículo Paulo não só explica o porque, mas também faz um apelo. Ele usa uma linguagem inclusiva. “De cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo”. Em Paulo há um convite e anúncio… Paulo quer que os gentios saibam que a salvação também é para eles. No versículo 7 temos a peroratio. Neste capítulo Paulo faz um elogio e um convite indirecto; porque, primeiro Paulo diz “A todos os amados de Deus que estais em Roma”. Paulo quer que cada um tenha a consciência de que é amado por Deus. Paulo concretiza o seu convite e o anúncio dizendo que sois “chamados para serdes santos”… e que Deus é nosso Pai e Jesus é nosso Senhor. Paulo deixa uma abertura interior, esta abertura fará com que a boa nova entre no interior de cada pessoa.
quarta-feira, abril 2
Paulo apóstolo, ás Igrejas da Galácia. Gál1,1-2
Carta inspirada escrita em grego, por Paulo.
A sentença inicial menciona Paulo como escritor deste livro.(Gál1,1).Também, seu nome é novamente usado no texto, e ele fala de si mesmo na primeira pessoa.(5,2).Parte desta carta, em forma de autobiografia, trata da conversão de Paulo e de algumas das suas outras experiências. As referências ao seu padecimento na carne(4,13-15) estão em harmonia com as expressões aparentemente relacionadas com este padecimento em outros livros bíblicos.(2Cor12,7;(Act23,1-5). As outras cartas de Paulo usualmente eram escritos,por um secretário, mas esta, diz ele, foi escrita pela sua"própria mão"(Gál6,11). Nos seus outros escritos, quase sem excepção, ele envia cumprimentos de si mesmo e daqueles que estão com ele, mas não faz isso nesta carta.Se o escritor da carta aos gálatas tivesse sido um impostor, ele provavelmente teria mencionado um secretário e teria enviado alguns cumprimentos, assim como Paulo usualmente fazia. Portanto, a maneira de escrever e seu estilo honesto garantem a autenticidade desta carta. Uma falsificação não poderia ser razoavelmente feita assim.
A Carta usualmente não é contestada como sendo de Paulo, excepto por aqueles que tentam desacreditar ser Paulo o escritor de todas as cartas comumente atribuidas a ele.Entre as evidências fora da Bíblia que apoiam ser Paulo o escritor, há a citação que Irineu (c.180 d C)faz de Gálatas e atribui a Paulo.
A sentença inicial menciona Paulo como escritor deste livro.(Gál1,1).Também, seu nome é novamente usado no texto, e ele fala de si mesmo na primeira pessoa.(5,2).Parte desta carta, em forma de autobiografia, trata da conversão de Paulo e de algumas das suas outras experiências. As referências ao seu padecimento na carne(4,13-15) estão em harmonia com as expressões aparentemente relacionadas com este padecimento em outros livros bíblicos.(2Cor12,7;(Act23,1-5). As outras cartas de Paulo usualmente eram escritos,por um secretário, mas esta, diz ele, foi escrita pela sua"própria mão"(Gál6,11). Nos seus outros escritos, quase sem excepção, ele envia cumprimentos de si mesmo e daqueles que estão com ele, mas não faz isso nesta carta.Se o escritor da carta aos gálatas tivesse sido um impostor, ele provavelmente teria mencionado um secretário e teria enviado alguns cumprimentos, assim como Paulo usualmente fazia. Portanto, a maneira de escrever e seu estilo honesto garantem a autenticidade desta carta. Uma falsificação não poderia ser razoavelmente feita assim.
A Carta usualmente não é contestada como sendo de Paulo, excepto por aqueles que tentam desacreditar ser Paulo o escritor de todas as cartas comumente atribuidas a ele.Entre as evidências fora da Bíblia que apoiam ser Paulo o escritor, há a citação que Irineu (c.180 d C)faz de Gálatas e atribui a Paulo.
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