quarta-feira, abril 2

Paulo apóstolo, ás Igrejas da Galácia. Gál1,1-2

Carta inspirada escrita em grego, por Paulo.
A sentença inicial menciona Paulo como escritor deste livro.(Gál1,1).Também, seu nome é novamente usado no texto, e ele fala de si mesmo na primeira pessoa.(5,2).Parte desta carta, em forma de autobiografia, trata da conversão de Paulo e de algumas das suas outras experiências. As referências ao seu padecimento na carne(4,13-15) estão em harmonia com as expressões aparentemente relacionadas com este padecimento em outros livros bíblicos.(2Cor12,7;(Act23,1-5). As outras cartas de Paulo usualmente eram escritos,por um secretário, mas esta, diz ele, foi escrita pela sua"própria mão"(Gál6,11). Nos seus outros escritos, quase sem excepção, ele envia cumprimentos de si mesmo e daqueles que estão com ele, mas não faz isso nesta carta.Se o escritor da carta aos gálatas tivesse sido um impostor, ele provavelmente teria mencionado um secretário e teria enviado alguns cumprimentos, assim como Paulo usualmente fazia. Portanto, a maneira de escrever e seu estilo honesto garantem a autenticidade desta carta. Uma falsificação não poderia ser razoavelmente feita assim.
A Carta usualmente não é contestada como sendo de Paulo, excepto por aqueles que tentam desacreditar ser Paulo o escritor de todas as cartas comumente atribuidas a ele.Entre as evidências fora da Bíblia que apoiam ser Paulo o escritor, há a citação que Irineu (c.180 d C)faz de Gálatas e atribui a Paulo.

Circuntâncias Relacionadas com a Carta

A carta reflecte muitas características do povo da Galácia, no tempo de Paulo. Os celtas gálicos, procedentes do norte, haviam invadidos aquela região no terceiro século a.C, e, portanto, era forte a influência céltica no país. Os celtas eram considerados um povo feroz, bárbaro, tendo-se dito que ofereciam seus prisioneiros de guerra como sacrifícios humanos.Têm sido também descritos na literatura romana como muito emotivos, supersticiosos, dados a muitos ritos, e esta tendência religiosa provavelmente influia para se manterem longe de uma forma de adoração tão desprovida de ritos como o cristianismo.
A natureza volúvel, inconstante, atribuida aos gálatas de origem céltica explica como, em certa época,alguns nas congregações gálatas eram zelosos pela verdade de Deus, e pouco depois se tornaram presa fácil de oponentes da verdade, os quais insistiram na observância meticulosa da Lei, bem como na circuncisão e em outros requisitos da Lei como necessários para a salvação.
Os judaizantes eram astutos e insinceros. (Act15,1; Gál 2,4).Afirmando representar a Igreja de Jerusalém, estes falsos instrutores se opunham a Paulo e desacreditavam a posição dele como apóstolo.Queriam que os cristãos fossem circuncidados, não nos melhores interesses dos gálatas, mas para que os judaizantes pudessem criar uma aparência que granjearia a provação dos judeus e os impediria de se oporem tão violentamente. Os judaizantes não queriam sofrer perseguição por causa de Cristo.(Gál6,12-13).
Paulo refutou cabalmente as alegações desses falsos cristãos e edificou os irmãos gálatas, para que pudessem manter-se firmes em Cristo. É animador notar que as congregações gálatas permaneceram fieis a Cristo e se mantiveram como colunas da verdade. O apóstolo Paulo visitou-as na sua terceira viagem missionária(Act18,23)e o apóstolo Pedro dirigiu sua primeira carta aos Gálatas, entre outros.1Pe1.

Canonicidade da Carta aos Gálatas

Evidência primitiva da canonicidade do livro encontrada no Fragmento Mauratoriano e nos escritos de Irineu, de Clemente de Alexandria, de Tertuliano e de Orígenes. Estes homens mencionam-no por nome, junto com a maioria ou com todos os outros 26livros das Escrituras Gregas Cristãs. É mencionado por nome no cânon abreviado de Marcião e até mesmo aludido por Celso, que era inimigo do cristianismo. Todas as importantes listas de livros no cânon das Escrituras inspiradas, pelo menos até o tempo do terceiro Concílio de Cartago, em 397 d.C, incluiam o livro de Gálatas. Nós o temos hoje preservado, junto com mais oito das cartas inspiradas de Paulo, no Papiro Chester Beatty Nº. 2(P46), um manuscrito atribuido a cerca de 200 d.C. Isto fornece prova de que os primitivos cristãos aceitavam o livro de Gálatas como uma das cartas de Paulo. Outros manuscritos antigos, tais como o Sinaítico, o Alexandrino, Vaticano Nº.1209, O Códice Efraimi rescrito e o Códice Bezae, bem como a Pesito siríaca, igualmente incluem o livro de Gálatas. Também, ele se harmoniza
inteiramente com os outros escritos de Paulo e com o restante das Escritura, que frequentemente cita.

terça-feira, abril 1

comunidade dos Gálatas

A comunidade que escolhi estudar é a dos Gálatas.

Estes são os habitantes da galácia, uma região do centro norte da Turquia, onde, quando Paulo escreve esta carta, já existiam várias Igrejas ou comunidades (v. 2). O Apóstolo escreve esta carta para manisfestar o seu desagrado palo facto de alguns dos membros das comunidades aderirem a doutrinas judaizantes, que não correspondem ao evangelho que ele lhes havia pregado.

Os Gálatas antes de aderirem ao evangelho eram, na sua maioria, pagãos. Por isso não havia razão para agora se circuncidarem ou observarem a lei mosaica. Para Paulo eles não se converteram ao judaísmo, mas a Cristo. Nesta carta Paulo põe em paralelo duas escavidões: o paganismo, do qual o Apóstolo havia libertado os Gálatas, e a Lei. Assim, Paulo apela a estas Igrejas que se mantenham livres da circuncisão.

A carta terá sido escrita nos anos 56-57 , enquanto Paulo estava na Macedónia. O interesse da Carta é sobretudo doutrinal, contudo tem também interesse perceber o homem que escreve esta epístola, visto que nela nos é dada muita informação acerca de Paulo e na priemira pessoa. Por outro lado, ainda que a carta nãos nos dê nenhuma informação, será interessante estudar as comunidade à qual Paulo escrevia. No entanto, para este primeiro post não farei nenhuma análise sociológica da comunidade.

Bartolomeu.

segunda-feira, março 31

Comunidade escolhida

A minha comunidade é Corinto.

A minha comunidade Gálatas

A minha comunidade é Gálatas. O apóstolo Paulo escreveu esta epístola provavelmente entre os anos de 54/57 d.C., em Éfeso (At 19,8; 10,22; 20,31), tendo-a enviado a várias comunidades cristãs de Gálatas (no interior da Ásia Menor), provavelmente situadas na Galácia setentrional (Gl 1,2; 3,1).
Paulo não era um desconhecido para essas comunidades cristas da Galácia. Efectivamente, ele as visitou pela primeira vez no inicio de sua segunda viagem missionária (49/52 d.C.; At 18,23). A epístola aos Gálatas nasce em uma atmosfera carregada de tenções do ponto de vista religioso. Nasce escrito polémico, Paulo teve que rechaçar duas acusações e desfazer opiniões que ameaçavam anular toda a sua obra apostólica. Por um lado, devia defender-se da campanha que lhe moviam alguns judeu-cristãos extremistas pregavam lei mosaica por outro lado, encontrava-se diante de uma corrente dirigida contra ele e o seu ministério apostólico, que lhe contestava decididamente a sua autoridade de apóstolo.